A Criação de Haydn
A versão para quinteto de cordas de Anton Wranitzky

A Criação Hob.XXI:2 (1798), Joseph Haydn (1732-1809)
versão para quinteto de cordas de Antonín Vranický (1761-1820)

Introdução: a representação do caos original
Primeiro Dia: a luz é separada das trevas
Segundo Dia: a criação do firmamento e a separação das águas
Terceiro Dia: a criação dos mares, dos rios e das plantas;
Quarto Dia: criação do sol, da lua e das estrelas
Quinto Dia: a criação dos pássaros e dos peixes
Sexto Dia: criação das outras espécies animais, criação do homem e da mulher
O Paraíso terrestre: nascimento e glorificação do par ideal; a felicidade na terra

“... e Deus disse: Faça-se luz! E fez-se luz.” Esta é uma das frases mais emblemáticas do Génesis, a mesma que aparece sublinhada musicalmente logo no início de A Criação (Die Schöpfung) de Joseph Haydn (1732-1809), através de uma ênfase expressiva que não deixa ninguém indiferente. Por muitos considerada a sua obra-prima, no seu todo, a peça revela a intensa devoção religiosa de Haydn e o seu radiante optimismo diante da existência humana, um louvor à harmonia do universo. Descreve os seis dias da criação do mundo, tendo o o libreto de Gottfried van Swieten sido baseado em três fontes: o Génesis, o Livro dos Salmos e o épico Paraíso Perdido de John Milton. A versão que aqui se apresenta, referida pelo próprio Haydn como um “brilhante arranjo da Criação para quinteto de cordas por Antonín Vranický”, nunca foi apresentada em Portugal. É recriada pelo Quarteto Arabesco numa interpretação historicamente informada, em instrumentos da época, na tentativa de aproximação do universo sonoro do séc. XVIII aos ouvidos do público actual.

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